Excerto de "Corpo Vibrátil", 1º Prémio em 2003
(...)
Crescem assim
redondos de cio
os dias,
na espera domesticada
do teu corpo.
Tardia, chegas furtiva
quando já arrefeço
pela glande, leve e flácida
da desistência.
Definitivamente
o nosso tempo é um cristal
partindo-se
contra a superfície
amarelada e puída
da memória.
Helder Neves, Corpo Vibrátil, 1º Prémio em 2003, na modalidade Poesia Erótica.
Editado e Publicado por
Gabriela Rocha Martins