Glória Maria Marreiros, presidente do júri do Prémio Litterarius

Minhas Senhoras, meus Senhores, Companheiros de mesa e de empenhamento:

Depois de ter lido a saudação do escritor Professor Doutor Urbano Tavares Rodrigues, jurado do Prémio Litterarius 2006, é com todo o prazer que, em nome dos restantes membros do júri, do qual faço parte, saúdo todos os concorrentes, especialmente os premiados, o Racal Clube e a direcção do Prémio Litterarius, cuja directora acaba de, brilhante e claramente, nos falar da génese do Prémio, do seu evoluir ao longo destes quatro anos, da sua existência e nos projectos para o futuro que o presente permite já antever promissores.
Senhoras, Senhores e Amigos:
Dizer-se quanto é difícil julgar o que quer que seja, ou quem quer que seja, é um lugar comum, como tal óbvio. Quando esse julgamento implica que um colectivo escolha um trabalho literário, entre muitos, essa tarefa torna-se de dificuldade e responsabilidade acrescidas.
Cada um dos jurados transporta, consigo, a sua formação académica, o seu gosto, sensibilidades pessoais e experiências de vida que hão-de influenciar e modelar as suas apreciações, logo a cotação individual a dar a cada texto concorrente.
Quando, finalmente, depois de horas e horas de leitura solitária, o júri reúne e chega a unanimidade ou consenso, sentimos, nós os jurados, que o nosso trabalho valeu a pena.
Assim, porque mais uma vez o nosso esforço colectivo valeu a pena, aqui estamos para partilhar convosco o nosso prazer, e dar-vos a razão de um pequeno pormenor do qual, certamente, já vos desteis conta:
Pela primeira vez, na curta mas rica história do Prémio Litterarius, o júri, secretariado pela Hélia Coelho e constituído pela docente Mestre Esmeralda Lopes, pela jornalista e licenciada Paula Bravo, pelo escritor Professor Doutor Urbano Tavares Rodrigues e por mim própria, decidiu, por unanimidade, atribuir quatro menções honrosas sem ordenação numérica.
Perguntar-se-á porquê esta quantidade de menções honrosas e em "bouquet"?
A resposta é simples: - Por um critério consensual de justiça.
Encontrado, por unanimidade, o Prémio Litterarius 2006, o júri verificou que quatro trabalhos, na pontuação obtida, se encontravam equidistantes do primeiro. Eis, pois, a razão das quatro menções honrosas.
Permito escusar-me de considerações prévias sobre a qualidade literária dos trabalhos premiados, já que não só o poema a que foi atribuído o Prémio Litterarius 2006, como os contos e poemas com menções honrosas, serão lidos durante esta cerimónia; em breve estarão on-line e, posteriormente, serão publicados em papel.
Pela voz de Paulo Moreira, passaremos a ouvir os textos premiados, começando pelo poema "De Nome Condição" da autoria de Teresa Tudela.
Prémio Litterarius, 2006.


Glória Maria Marreiros.



Prémio Litterarius © 2006-7-8
adaptado por gabriela rocha martins