Num ambiente informal de tertúlia, como convém ao espírito do Prémio, em 2007, o encerramento do Concurso Litterarius decorreu na Sede do Racal Clube, em Silves.
Júlia Guarda Ribeiro e Ana Mendes, galardoadas com duas menções honrosas, lerem, como só os autores sabem fazê-lo, os contos premiados, respectivamente "Primeira Comunhão" e "A Cabra".José Ribeiro Marto, 1º Prémio na modalidade Poesia, encantou-nos com seu "Pastoreio"...
Mas impunham-se algumas palavras de circunstância...
A presidente do júri que, infelizmente, não esteve presente, por graves motivos de ordem familiar, fez-nos chegar estas palavras com que abrimos a Cerimónia Solene:
" Saúdo e felicito os concorrentes ao Prémio Litterarius 2007 aos quais foram atribuidos, por unanimidade, o Prémio Único e Menções Honrosas.
Lamento que graves motivos de ordem familiar me tenham impossibilitado de, na qualidade de Presidente de Júri, me encontrar presente na cerimónia de entrega dos prémios, neste dia em que se homenageia a palavra escrita e se reafirma a oportunidade e excelência do Prémio Litterarius.
Conto com a compreensão, que agradeço antecipadamente, dos Premiados, do Presidente do Racal Clube, Dr. Jorge Pereira, da Maria Gabriela, directora do Prémio Litterarius e das minhas colegas de júri, Drª Esmeralda Alves, Drª Paula Bravo e secretária Dª Hélia.
Apresento aos Premiados os votos de continuação de sucesso na sua actividade literária.
A todos os presentes agradeço a participação neste momento de festa e de cultura que é a entrega do Prémio Litterarius 2007 e afirmo que estou convosco em espírito e solidariedade.
Lamento que graves motivos de ordem familiar me tenham impossibilitado de, na qualidade de Presidente de Júri, me encontrar presente na cerimónia de entrega dos prémios, neste dia em que se homenageia a palavra escrita e se reafirma a oportunidade e excelência do Prémio Litterarius.
Conto com a compreensão, que agradeço antecipadamente, dos Premiados, do Presidente do Racal Clube, Dr. Jorge Pereira, da Maria Gabriela, directora do Prémio Litterarius e das minhas colegas de júri, Drª Esmeralda Alves, Drª Paula Bravo e secretária Dª Hélia.
Apresento aos Premiados os votos de continuação de sucesso na sua actividade literária.
A todos os presentes agradeço a participação neste momento de festa e de cultura que é a entrega do Prémio Litterarius 2007 e afirmo que estou convosco em espírito e solidariedade.
Lisboa, 26 de Maio de 2007
Glória Maria Marreiros."
Minhas Senhoras,
Meus Senhores,
Caros Amigos
Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes
(...)
Natália Correia, Sonetos Românticos.
E estendemos os agradecimentos, também, aos nossos colegas do Racal Clube - seus dirigentes e secretárias.
À Câmara Municipal de Silves e à Junta de Freguesia de Silves.
À Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra.
E, sobretudo, porque os últimos são os primeiros, a todos os Concorrentes do Prémio Litterarius 2007, Poetas, Contadores e Desenhadores, sem rosto e sem nome, que nos deixaram presos aos segredos das suas palavras e traços.
Foi assim que, ao longo de um mês, procurámos deslumbrar-nos na linguagem dos Escritores e nos traços dos Desenhadores que, nos trabalhos a concurso, ofereceram-nos perpectivas, diferentes e variadas, sob o signo do Conto, do Poema, da Banda Desenhada.
Foi um crescendo de descoberta. Foi a renovação do sentido uno e primeiro da Língua Mãe que, este ano, se transformou num uníssono canto, ao premiar
"Pastoreio", de José Ribeiro Marto, 1º Prémio, Poesia
"A Cabra", de Ana Mendes, menção honrosa, Conto,
"Fénix", de Cristina Néry, menção honrosa, Poesia,
"Errar", de José Ribeiro Marto, menção honrosa, Poesia, e,
"Primeira Comunhão", de Júlia Guarda Ribeiro, menção honrosa, Conto.
"Errar", de José Ribeiro Marto, menção honrosa, Poesia, e,
"Primeira Comunhão", de Júlia Guarda Ribeiro, menção honrosa, Conto.
Cantaram os Poetas e os Prosadores.
Solitários.
Solitários, porque a escrita é um acto sofrido em solidão transformada em verdade, todavia, não absoluta, tecida nas malhas da palavra.
E enquanto o Júri deliberava ( ouso confessar-vos ) fui lendo, aqui e ali, algumas passagens dos trabalhos a concurso...
Em "Pastoreio" abracei Pessoa. Em "Primeira Comunhão" reencontrei a força da palavra/mulher, e, em "Fénix" e "A Cabra", duas linguagens completamente diferentes ( prosa/poesia ), vi-me deliciosamente presa à subtil ironia de Ana Mendes e à maturidade poética da jovem Cristina Néry...
Não quero maçar-vos.
Muito menos, repetir-me.
Permitam-me, no entanto, que, brincando com Herberto Hélder, homenageie todos os Criadores - Poetas e Prosadores - a quem chamo Amigos e que enlouqueceram, completamente, quando ousaram iniciar-se em Verbo, de olhos abertos ao infinito, com as palavras a arder na ponta dos dedos.
São senhores de um talento doloroso e obscuro, com o qual, diariamente, constroem um lugar de silêncio e de paixão -
A Escrita.
A Escrita.
Parabéns, Amigos, e muito obrigada.
Júlia Guarda Ribeiro, ( na mesa ao centro ) lendo "Primeira Comunhão"...
Ana Mendes, lendo-nos "A Cabra"...
autor de "Pastoreio"